Fissão Nuclear - Histórico
Alguns
anos antes da segunda guerra mundial, vários grupos de pesquisadores tentavam
obter novos elementos químicos, com Z > 92, bombardeando o urânio com
nêutrons. Em janeiro de 1939, os alemães Otto Hahn e Fritz Strassman anunciaram
a presença de bário, lantânio e criptônio numa amostra de urânio bombardeada
com nêutrons. Nos meses que se seguiram, esse processo passou a ser mais bem
compreendido e chamado de fissão nuclear.
Fissão
Nuclear é o processo de quebra de núcleos grandes em núcleos menores, liberando
uma grande quantidade de energia.
O nêutron ao atingir um núcleo de urânio, provoca sua quebra em dois núcleos
menores e a liberação de mais nêutrons que, por sua vez, irão atingir outros
núcleos e provocar novas quebras. É uma reação em cadeia, análoga ao início de
uma epidemia de gripe: uma pessoa transmite o vírus para duas, que o transmite
para quatro, daí para oito, e assim por diante.
Reação em cadeia é um conjunto de reações de fissão nuclear que se inicia, geralmente, pelo bombardeamento com nêutrons e que continua espontaneamente pela captação de nêutrons originados de fissões anteriores.
Se a massa físsil de urânio (massa de urânio que sofre fissão) for muito pequena, os nêutrons não serão captados por outros núcleos de urânio e a reação não terá continuidade. Portanto:
Massa crítica é a massa mínima da substância físsil que
ainda possibilita a ocorrência de uma reação em cadeia.
A
velocidade de uma reação em cadeia pode ser de dois tipos: não-controlada e ontrolada.
No primeiro caso, a reação ocorre muito rapi- damente (em menos de 1 segundo),
liberando enorme quantidade de energia. É o que acontece, por exemplo, na
explosão da bomba atômica. No segundo caso, a reação é controlada pelos
chamados reatores de fissão nuclear, o que permite aproveitar a energia
liberada e evitar explosões.
Lixo Nuclear
As cosequências da
utilização da energia nuclear em relação ao lixo nuclear, produto das reações
nucleares.
Lixo
Nuclear é todo resíduo resultante da utilização de elementos e substâncias
químicas radioativas, que são aqueles formados por nuclídeos
radioativos ou radionuclídeos. Consideram-se lixo nuclear as sobras de
materiais radioativos que não mais serão utilizados e tudo o que estiver
contaminado por eles:
Enfim,
tudo o que entra em contato com material radioativo e o próprio material
radioativo que não for mais útil é lixo nuclear.
Nos produtos da fissão do urânio-235 já foram identificados mais de duzentos
isótopos pertencentes a 35 elementos diferentes. Muitos deles emitem radiações
alfa, beta e gama, representando um risco à população e necessitando, portanto,
ser armazenados em recipientes de chumbo e/ou concreto e guardados em locais
seguros por tempo suficiente para que a radiação caia a níveis
não-prejudiciais.
Dentre os muitos nuclídeos presentes no lixo nuclear, podemos destacar três
bastante perigosos para o ser humano:
Usina Nuclear
Antes
mesmo de se construir a primeira bomba atômica, o italiano Enrico Fermi e sua
equipe já haviam construído, em 1942, na universidade de Chicago, o primeiro
reator nuclear. Esse reator tinha a finalidade de executar em laboratório a
fissão nuclear para que se pudesse compreendê-la melhor, a fim de aproveitá-la
como fonte de energia.
A
versão moderna do reator de Fermi são as usinas nucleares, onde a fissão
nuclear ocorre de modo controlado e a energia liberada é aproveitada para a
produção de energia elétrica.
O
calor liberado na fissão aquece a água, mantida a alta pressão. Esta, por sua
vez, aquece uma outra porção de água que entra em ebulição. O vapor produzido
gira a turbina, cujo eixo se liga a um gerador elétrico, o qual por sua vez,
transforma a energia do movimento em energia elétrica.
Os
principais componentes de um reator nuclear são:
· Material físsil, que pode ser urânio-235 (natural), urânio-233 ou plutônio-239 (artificiais);
· Fluido trocador de calor, que no caso da Usina de Angra, é a água;
· Moderador (grafite ou água), que serve para diminuir a velocidade dos nêutrons, o que torna a reação possível (nêutrons rápidos não são eficientes para provocar a fissão);
· Barras de controle (cádmio ou boro), que absorvem nêutrons e servem para evitar que a reação saia de controle, superaquecendo o reator.
Entre usinas em funcionamento, em construção e em projeto, somam-se mais de quinhentas, havendo predominância das tipo LWR, BWR e PWR, todas consideradas obsoletas e antieconómicas, diante das potencialidades de aproveitamento de combustível nuclear, dos LMFBR e GCFBR, reatores rápidos de regeneração, também conhecidos como "breeders", nos quais os cientistas, depositavam esperança de reduzir o lixo atômico, há várias décadas
A
energia liberada pelos reatores de regeneração, como dos outros reatores
nucleares, vem da fissão de átomos de urânio ou plutônio. Em reatores de fissão
antigos, mais de dois neutrons são necessários para manter a reação em cadeia,
portanto nos reatores antigos, mesmo reaproveitando o plutônio, reciclando,
aqueles reatores aproveitam apenas 2 % do urânio extraído.
Em contraste os reatores de regeneração, para converter isótopos férteis dos elementos pesados em novos suprimentos de combustível fissionável, devido a sua economia de neutros, podem aproveitar 60 a 70 %, o que alem de reduzir os resíduos, fazem as reservas de combustíveis nucleares terem maior durabilidade, sem se esgotarem.
Os reatores regeneradores "queimam" urânio ou plutônio, e ao mesmo tempo convertem o tório Th 232 e o U 238 em, respectivamente, U 233 e Pu 239, que são materiais fissionáveis. No processo de conversão, um Neutron é captado pelo núcleo de um átomo fértil e partículas beta (elétrons) são liberadas. O ciclo Th 232 em U 233, é viável também em um chamado reator térmico, em que os neutrons são retardados por colisões com um moderador (geralmente água ou grafita) a energias de cerca de 100 eletronvolts. O ciclo U 238 em Pu 239, é mais eficiente e pode usar neutrons descontrolados com energia milhares de vezes mais altas, e os reatores baseados nesse conceito são conhecidos como reatores rápidos.
A
ausência de um moderador em um reator rápido tem as vantagens, de que menos
neutrons são absorvidos improdutivamente, de modo que mais combustível novo é
criado a uma taxa maior, e o núcleo do reator poder ser consideravelmente
menor. Em teoria, quanto mais eficiente o uso de neutrons num reator, mais
baixo o custo da energia que ele produz.
Os
reatores de Angra 1, 2 e 3 são do tipo PWR, tudo indicando que Angra 2 receberá
seu primeiro abastecimento de combustível em 1998, para os testes finais,
devendo entrar em operação normal em 1999, tendo sido gastos já 4,6 bilhões de
dólares, faltando ainda investir 1,3 bilhões, sendo que Bancos Alemães garantem
40%, Furnas 32%, Eletrobrás 24% e BNDES 4%, já equacionados.
Acidentes com Usinas Nucleares
Os
acidentes como o de Chernobyl que chocaram o mundo e pôs em dúvida a energia
nuclear como fonte segura.
Na
manhã de 26 de abril de 1986, como resultado de uma série de falhas de
engenharia e controle, ocorreu um superaquecimento do reator número 4 da Usina
Nuclear de Chernobyl, próximo à cidade de Kiev, na Ucrânia (ex-URSS). O
superaquecimento provocou uma explosão que deslocou a tampa do reator, de duas
mil toneladas, lançando na atmosfera uma nuvem contendo isótopos radioativos.
Tal nuvem subiu até cerca de 5 km de altitude e se alastrou por vários países
da Europa, sendo detectada a muitos quilometros de distância. Esse foi o mais
grave acidente nuclear da história.
Muitos dos operários e bombeiros que tentaram apagar o incêndio nas instalações morreram pouco depois, por terem sido expostos à radiação. O fogo só foi controlado quando helicópteros jogaram cinco mil toneladas de areia no topo do reator. Controlado o perigo mais imediato, veículos-robôs foram usados na tentativa de limpar a usina e eliminar os resíduos radioativos. Esses robôs apresentaram falhas de funcionamento, provavelmente devido aos altos níveis de radiação no local. Finalmente, homens foram enviados para fazer tal limpeza (muitos deles também morreram). Mais de 115 mil pessoas foram evacuadas das regiões vizinhas.
Ucrânia e Bielorrússia (atual Belarus) enfrentam problemas a longo prazo.
Muitos dos seus habitantes não podem beber água do local ou ingerir vegetais,
carne e leite ali produzidos. Cerca de 20% do solo agricultável e 15% das
florestas de Belarus não poderão ser ocupados por mais de um século devido aos
altos índices de radioatividade.
Especialistas estimam que oito mil ucranianos já morreram como conseqüência da
tragédia. Há previsões de que até dezessete mil pessoas poderão morrer de
câncer nos próximos setenta anos devido à radiação espalhada no acidente.
Bomba Atômica
Com o início da Segunda
Guerra Mundial, os interesses sobre fissão nuclear aumentaram, graças à grande
quantidade de energia que é liberada. Assim, um grupo de cientistas liderados
por J. Robert Oppenheimer, trabalhando no laboratório de Los Álamos (Novo
México, Estados Unidos), conseguiu construir a bomba de fissão ou bomba atômica
(bomba A), testada na manhã de 16 de julho de 1945, no deserto do Novo México.
Alguns dias depois (6 de agosto de 1945), uma bomba atômica baseada na fissão
do urânio-235, batizada de 'Little Boy' (pequeno menino), foi detonada sobre a
cidade japonesa de Hiroshima.
Três dias depois, uma
outra bomba atômica desta vez baseada na fissão do plutônio-239, batizada de
'Fat Man' (homem gordo), explodiria sobre Nagasáqui. Em 14 de agosto de
1945 os japoneses se renderam. Foi através dessa lamentável demonstração que o
mundo tomou conhecimento da enorme quantidade de energia que se encontra
armazenada no núcleo do átomo.
A reação em cadeia da fissão nuclear só conseguirá se manter se a massa do
material fissil for superior a um certo valor caractesrístico chamado de massa
crítica.
A primeira bomba atômica, testada em 16 de julho de 1945, possuia 12 quilotoms.
Por definição, 1 quiloton equivale ao poder de mil toneladas de dinamite. Cada
uma das bombas detonadas no Japão correspondia a cerca de 20 quilotons.
Aproximadamente 71 mil pessoas foram mortas instantaneamente em Hiroshima. As
mortes nos cinco anos subseqüentes, devidas à exposição à radiação, são
estimadas em 200 mil. Quase 98% das construções de Hiroshima foram destruídas
ou seriamente danificadas. Em Nagasáqui, algo em torno de 74 mil pessoas
morreram na explosão, que arrasou 47% da cidade.
O processo de construção da bomba atômica é apresentado através da fissão
nuclear. Neste processo alguns átomos do elemento radioativo são bombardeados
através de uma explosão fazendo com que seu núcleo seja dividido em núcleos
menores, formando novos elementos e liberando neutrons que entram em choque com
novos átomos e assim sucessivamente, caracterizando uma reação em cadeia, mas
só enquanto a massa do elemento radioativo for superior à massa crítica, caso
contrário a reação termina.
Atualmente com o fim da guerra fria entre EUA e Rússia, o arsenal desta bomba
mantida por esses países vem diminuindo, porém o número de países que possuem
essa tecnologia vem aumentando, causando nova preocupação em relação a uma
possível guerra nuclear (dentre os países que possuem esta tecnologia estão o
Paquistão, a Índia,
a Coréia do Norte, a França, a Alemanha, entre outros).

Bomba de Hidrogênio
A
Bomba de hidrogênio é um processo de fusão nuclear, onde núcleos menores se
fundem para formar um átomo de hélio.
Para que a bomba de hidrogênio exploda é necessário uma temperatura altíssima,
que no caso da bomba de hidrogênio é obtida com a explosão de uma bomba
nuclear.
Já se realizaram testes com a bomba de hidrogênio no Pacífico, onde se
descrobriu o poder de destruíção desta arma.

Sinopse
Sinopse
A energia nuclear representa um dos maiores dilemas que a humanidade terá de enfrentar no século XXI. Precisamos de cada vez mais energia para sustentar nosso desenvolvimento - e o núcleo do átomo é, sem dúvida, uma fonte poderosa e abundante. No entanto, os riscos inerentes às reações nucleares são muito grandes e piores ainda são as perspectivas de seu uso para fins militares ou de terrorismo.
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Quando
o 235U captura um nêutron, o 236U
resultante sofre fissão em 85% dos casos e desexcitação emitindo um raio gama
em 15% dos casos.
Uma
reação de fissão típica é:
n + 235U -> 141Ba + 92Kr + 3n
A
energia média liberada na fissão de 1 grama de 235U é da ordem de 104
kW.h.
MEITNER
(Lise
Meitner 1878-1968)

Física austríaca que, no início de 1939, juntamente com o físico Otto Frisch, descobriu como funcionava o processo da fissão nuclear. Embora a sua descoberta fosse de fundamental importancia para o desenvolvimento da bomba atomica e a segunda guerra mundial já estivesse acontecendo na Europa, Lise Meitner em momento algum colaborou com a construção desta arma.
CNAA - Usina Nuclear Angra 2

Aqui temos uma descrição resumida da Usina Nuclear Angra 2 com reator Siemens a àgua Pressurizada, com potência elétrica de 1300 MW. A Eletronuclear, uma asso- ciação brasileira com a Siemens, utiliza este tipo de reator como base de projeto das usinas nucleares do Programa Nuclear Brasileiro.
O reator é a parte da usina nuclear onde o calor é gerado pela fissão de
nucleos atômicos, sendo utilizado para a produção de vapor. O vapor aciona um
conjunto turbina-gerador elétrico. Assim, este sistema nuclear gerador de vapor
equivale às caldeiras de carvão, a óleo combustível ou a gás das usinas
termoelétricas convencionais.
O Reator a Água Pressurizada utiliza água leve para para a remoção do calor
gerado pela fissão nuclear e para a desaceleração (moderação) dos neutrons
(partes constituintes do núcleo atômico) liberados no processo da fissão
nuclear. A água é desmineralizada e tratada quimicamente para torná-la um meio
refrigerante apropriado para o reator.
A pressão e a temperatura operacionais do sistema de refrigerante do reator são
ajustadas de tal maneira que o refrigerante não evapore, aproveitando-se assim
o intenso poder de refrigeração da água pressurizada.
O refrigerante é bombeado através do reator e dos geradores de vapor (sistema
primário) por meio de 4 circuitos de refrigeração paralelos, mediante bombas de
circulação acionadas por motores elétricos.
A água de alimentação introduzida no lado secundário do gerador de vapor(GV)
absorve o calor transferido do lado primário e se evapora. O vapor saturado
assim gerado é conduzido até a turbina, acionando-a; após condensação nos
condensadores, retorna aos geradores de vapor sob a forma de água de
alimentação.
O reator a água pressurizada de Angra 2 trabalha com 4 circuitos térmicos
independentes. O sistema de refrigeração do reator está isolado do circuito
água/vapor da turbina(sistema secundário) pela interposição dos geradores de
vapor (GVs). Consequentemente, nenhuma radioatividade pode passar do sistema de
refrigeração do reator para o circuito da turbina. As instalações de conversão
da energia do vapor em energia elétrica não são, portanto, essencialmente
diferentes daquelas das usinas termoelétricas convencionais.
Baixo Impacto Ambiental
A exposição do meio ambiente à radiação devida a usinas nucleares é, de longe, muito mais baixa do que aquela causada pelo espectro de outras fontes artificiais, sendo apenas de cerca de 1% da exposição devida à radiação natural. Considerando que as usinas nucleares não exercem impacto sobre o meio ambiente, pois não emitem poluentes químicos nem queimam oxigênio, elas se incluem entre as centrais termoelétricas mais aceitáveis do ponto de vista ecológico.
Alta Economicidade
O conteúdo energético de um quilograma de combustível nuclear é muitas vezes maior do que aquele da mesma massa de carvão ou óleo combustível. Um combustível nuclear contendo 3,1% de urânio físsil (U-235), por exemplo, produz aproximadamente, 80.000 vezes a energia produzida pela mesma quantidade de carvão mineral. O baixo consumo de combustível, em termos de massa, nos reatores nucleares significa que os custos de combustível representam apenas cerca de uma quarta parte dos custos totais de geração. Consequentemente, os custos de geração de energia elétrica das usinas nucleares são relativamente pouco influenciados pelos aumentos do preço do combustível.
Confiabilidade e
Disponibilidade
Os reatores a água pressurizada da Siemens distinguem-se pela sua elevada confiabilidade operacional, conforme demonstram os dados disponíveis das usinas nucleares em operação. As extraordinárias características de segurança consideradas no projeto dos reatores a água pressurizada da Siemens, a utilização de peças e componentes que foram experimentados e aprovados em operação durante muitos anos e a minuciosa garantia da qualidade aplicada mediante múltiplos e distintos procedimentos de ensaios são as principais razões para sua confiabilidade e disponibilidade elevadas.
Núcleo
do Reator
O Núcleo do Reator é
composto de elementos combustíveis que contém material físsil em baixas
concentrações. O calor gerado nos elementos combustíveis é removido pela
passagem sobre os mesmos do fluxo de refrigerante. Já que o grau de moderação
dos neutrons e, portanto, a quantidade de neutrons lentos disponíveis para a
fissão nuclear diminui quando a densidade do refrigerante baixa, à temperaturas
mais altas, os núcleos dos reatores a água pressurizada são inerentemente
seguros e auto-reguladores.
Elementos Combustíveis
Elementos Combustíveis
são constituídos por tubos de revestimento de Zircaloy soldados, estanques,
contendo pastilhas de Dióxido de Urânio (UO2) enriquecido em 92U235,
entre 3 e 4%. Uma certa quantidade destas varetas combustíveis é unida em um
feixe de configuração quadrada, com espaçamento equidistante, formando os
elementos combustíveis. O núcleo de um reator a água pressurizada de potência
semelhante à Angra 2 contém 193 elementos combustíveis, com um total de 45000
varetas combustíveis.
Elementos de Controle do Reator
Elementos de Controle
compostos por barras e são utilizados para controlar o fluxo
neutrônico(potência do reator). Eles movimentam-se verticalmente dentro dos
tubos-guia nos elementos combustíveis com o auxílio de mecanismos
eletromecânicos de acionamento montados sobre o tampo do vaso de pressão do
reator. O desligamento rápido do reator é iniciado cortando-se a energia
elétrica das bobinas eletromagnéticas estacionárias de atracamento. Os
elementos de controle caem, então, para dentro do núcleo do reator pela força
da gravidade.
Vaso de Pressão do Reator e Estrutura Suporte do Núcleo (1)
O Vaso de Pressão do Reator contém todas as partes do núcleo do reator. O corpo cilíndrico é feito de anéis forjados sem costura, o fundo e o tampo hemisféricos de chapa forjada. Toda a superfície interna é revestida com material resistente à corrosão. A estrutura de suporte do núcleo, que está suspensa a partir do flange superior, contém o núcleo do reator. A parte superior da estrutura de suporte do núcleo, é removível para possibilitar a recarga de elementos combustíveis.
Geradores de Vapor (2)
Os Geradores de Vapor
produzem vapor saturado e são projetados como trocadores de calor de tubos
verticais em forma de U. Tubos sem costura, especialmente resistentes à
corrosão, feitos de Incoloy 800, formam a barreira estanque à prova de pressão
do circuito água/vapor.
Bombas do
Circuito Primário (3)
As Bombas do Circuito
Primário são do tipo centrífuga de um só estágio, equipadas com selos de alta
pressão do tipo labirinto.
Tubulação do
Circuito Primário (4)
A Tubulação do Circuito Primário conduz o refrigerante desde o vaso de pressão do reator até os geradores de vapor (perna quente) e, de lá, até as bombas do circuito primário e de volta até o vaso de pressão do reator (perna fria).
Sistema de Refrigeração do Reator
Dois, três ou quatro circuitos idênticos de refrigeração, dependendo da potência nominal do reator (Angra 2 têm quatro) - cada um composto de um gerador de vapor, uma bomba do circuito primário e as tubulações de interconexão - são ligados aos bocais do vaso de pressão e contituem o sistema de refrigeração do reator.
Pressurizador (5)
O Pressurizador é um vaso ligado ao circuito primário que está parcialmente cheio de água. Com o auxílio de aquecedores elétricos na parte cheia de água do pressurizador e um sistema de borrifo e alívio de pressão no espaço de vapor, regula-se a pressão do colchão de vapor do pressurizador e, portanto, a do sistema de refrigeração do reator, até um valor acima da pressão na qual o refrigerante se evaporaria, mantendo-a constante neste ponto. O pressurizador compensa pequenas variações no volume do refrigerante. A sua superfície interna é revestida com material resistente à corrosão.
Acumuladores
(6)
Os Acumuladores, ligados
diretamente ao sistema de refrigeração do reator, fazem parte dos dispositivos
de segurança. Eles injetam água borada para dentro de todas as tubulações do
circuito primário ligadas ao vaso de pressão do reator, na eventualidade de um
acidente com perda de refrigerante com despressurização rápida.
Esfera de Contenção
(7)
Os componentes do sistema do reator a água pressurizada, estão envolvidos pela estrutura de contenção, que consiste de uma carcaça esférica de aço, projetada para resistir à pressão integral que se desenvolveria na hipótese da ruptura de uma tubulação do circuito de refrigeração do reator seguida da vaporização completa da água contida no sistema primário e no lado secundário de um gerador de vapor.
Edifícios
da Área Nuclear (8)
Os Edifícios da Área
Nuclear abrigam a esfera de contenção e os sistemas radioativos. Todos os
componentes de alta pressão e a piscina de elementos combustíveis encontram-se
dentro da área controlada do edifício do reator, que é projetado para resistir
a eventuais terremotos e ondas de pressão de explosões. Os sistema auxiliares
estão localizados dentro do edifício auxiliar do reator que, junto com o
edifício do reator, forma uma área controlada cujos caminhos de acesso são
monitorizados.
Espaço Anular (9)
Os sistemas auxiliares relacionados com a segurança estão localizados no Espaço Anular onde estão também protegidos contra impactos externos
Bibliografia:
Extraído
e Adaptado de: Tipler, P.A.; Ótica e Física Moderna, vol. 4, 1991.
Max Born, "Física Atómica", Gulbenkian