O Efeito
Estufa
Introdução
Falaremos sobre causas, danos e
o que podemos fazer para diminuir o Efeito Estufa na Terra.
O Efeito Estufa - é o
aquecimento prematuro da camada atmosférica, destruindo a Camada de Ozônio,
provocando chuvas ácidas e alterando os nutrientes da Terra, assim contaminando
de imediato as nossas águas, tanto (doce como salgada), alterando nossa
vegetação, enfim todo o Planeta.
O Efeito de Estufa é a forma que
a Terra tem para manter constante a temperatura propícia à vida que herdou.
Mesmo sendo a atmosfera altamente transparente perante a luz solar cerca de 35%
da radiação que recebemos vai ser refletida de novo para o espaço, ficando os
outros 65% retidos na Terra. Isto se deve principalmente ao efeito sobre os
raios infravermelhos de gases como o Dióxido de Carbono, Metano, Óxidos de
Azoto e Ozônio presentes na atmosfera (totalizando menos de 1% desta), que vão
reter esta radiação na Terra, permitindo-nos assistir ao efeito calorífico dos
mesmos.
A concentração de dióxido de
carbono na atmosfera tem vindo a aumentar 0,4% anualmente devido,
majoritariamente, à utilização de petróleo, gás e carvão e à destruição das
florestas tropicais. A concentração de outros gases que contribuem para o
Efeito de Estufa, tais como o metano e os clorofluorcarbonetos, têm vindo a
aumentar ainda mais rapidamente. O efeito conjunto de tais aumentos pode vir a
causar um aumento da temperatura global (aquecimento global) estimado entre 2 e
6 ºC nos próximos 100 anos. Um aquecimento desta ordem de grandeza não só irá
alterar os climas a nível mundial como também irá aumentar o nível médio das
águas do mar em, pelo menos, 30 cm, o que poderá interferir na vida de milhões
de pessoas habitando as áreas costeiras mais baixas.
O que é Efeito
Estufa
O termo refere-se ao modo como
certos gases retém calor na atmosfera, mais ou menos como o vidro impede que o
ar quente escape de uma estufa. O aumento desse efeito pela atividade humana –
não o efeito em si, que é perfeitamente natural – preocupa os especialistas. A
Terra há 140 milhões de quilômetros de sua fonte de energia, o Sol, seria cerca
de 15 graus mais fria se certos gases da atmosfera não retivessem calor. Em vez
de uma temperatura anual de 15,5 graus centígrado, teria 18 graus negativos.
Provavelmente, a existência de vida no planeta deve-se ao Efeito Estufa.
É assim que funciona: Metade da
luz solar que atinge a atmosfera do planeta vem sob a forma de radiação
eletromagnética, chamada luz visível, com um comprimento de onda máximo de 0,5
mícron. Um mícron é a milionésima parte de um metro.
Grande parte da luz solar
restante é radiação infravermelha, invisível, mas indutora de ondas de calor
que todo mundo sente quando aproxima as mãos de um aquecedor. A luz solar
contém pouca luz ultravioleta, poucos raios-X ou raios gama, e grande parte é
filtrada por absorção na atmosfera superior.
A absorção da radiação depende
do volume e do tipo de corpos que atravessam, como as moléculas de ar –
principalmente oxigênio e nitrogênio em combinação de 2 átomos – são comparativamente
pequenas, capturam a maioria das ondas curtas quando a luz solar atravessa a
atmosfera. Um exemplo conhecido é a absorção da radiação ultravioleta, de 0,3
mícron de comprimento, por molécula de três átomos de oxigênio na camada de
ozônio da estratosfera.
Aproximadamente metade da luz
solar que vem da atmosfera exterior chega à superfície terrestre, onde
transfere energia para o solo e a água. A superfície então emite essa energia
sob a forma de calor, em grande parte radiação infravermelha, com um
comprimento de onda na faixa dos 3 a 30 mícron. Se o ar não contivesse nada
além dos seus principais componentes (21% de oxigênio, 78% de nitrogênio),
quase toda a energia emitida da superfície se irradiaria sem obstáculos para o
espaço.
Mas, na verdade, quase 90%
dessas radiações de ondas longas ficam retidas por nuvens e gases e são
remetidas de volta para baixo. O resultado é assombroso: A superfície da Terra
é atingida diariamente pelo dobro da energia em raios infravermelhos irradiados
da atmosfera, em comparação com a energia da luz solar direta.
Isso ocorre porque alguns tipos
de moléculas, conhecidas coletivamente como gases do Efeito Estufa, têm o
tamanho e configuração certa para reter raios infravermelhos de ondas longas, e
tornar a irradiá-los. Tais moléculas escapam aos processos naturais de limpeza
química na atmosfera, e muitas permanecem no alto por décadas ou séculos.
A TERRA E O SOL
A causa fundamental de todas as
situações meteorológicas na Terra é o Sol e a sua posição em relação ao nosso
planeta, não devendo entender-se por isto as variações estacionais que ocorrem
ao mesmo tempo em que a Terra progride na sua órbita anual. A energia
calorífica fornecida pelo Sol afeta diretamente a densidade do ar (o ar quente
é mais leve do que o ar frio), provocando assim todos os gradientes de pressão
importantes que causam o movimento do ar numa tentativa para minimizar a
distribuição deles. O movimento constante da atmosfera depende, assim, do
balanço de energia, fator que temos de considerar sob dois aspectos: o balanço,
ou "orçamento", entre a Terra e o espaço, porque este determina a
temperatura média da atmosfera, e o balanço, ou "orçamento", no seio
da atmosfera em si, porque este é a causa fundamental das condições meteorológicas.
O Efeito de Estufa e
o Aquecimento Global
O aquecimento global é o aumento
da temperatura terrestre (não só numa zona específica, mas em todo o planeta) e
tem vindo a preocupar a comunidade científica cada vez mais. Pensa-se que é
devido ao uso de combustíveis fósseis e outros processos a nível industrial,
que levam à acumulação na atmosfera de gases propícios ao Efeito de Estufa,
tais como o Dióxido de Carbono, o Metano, o Óxido de Azoto e os CFCs.
Já há muitas décadas que se sabe
da capacidade que o Dióxido de Carbono tem para reter a radiação infravermelha
do Sol na atmosfera, estabilizando assim a temperatura terrestre por meio do
Efeito de Estufa, mas, ao que parece, isto em nada preocupou a humanidade que
continuou a produzir enormes quantidades deste e outros gases de Efeito de
Estufa.
A questão que se põe é se os
elevados índices de Dióxido de Carbono que se têm vindo a medir desde o passado
século, e estão com tendência para aumentar, podem vir a provocar um aumento na
temperatura terrestre suficiente para trazer conseqüências graves à escala
global, pondo em risco a sobrevivência dos seus habitantes.
Na realidade desde 1850 temos
vindo a assistir a um aumento gradual da temperatura global, algo que pode
também ser causado pela flutuação natural desta grandeza. Tais flutuações têm
vindo a ocorrer naturalmente durante várias dezenas de milhões de anos ou, por
vezes, mais bruscamente, em décadas. Estes fenômenos naturais bastante
complexos e imprevisíveis podem ser a explicação para as alterações climáticas que
a Terra tem vindo a sofrer, mas também é possível (e talvez mais provável) que
estas mudanças estejam a ser provocadas pelo aumento do Efeito de Estufa devido
à atividade humana.
Para se poder compreender
plenamente a causa deste aumento da temperatura média do planeta foi necessário
fazer estudos exaustivos da variabilidade natural do clima. Mudanças, como as
estações do ano, às quais estamos perfeitamente habituados. Não é motivo de
preocupação o clima aquecer durante o Verão porque se está a passar exatamente
o contrário no hemisfério oposto, mantendo a temperatura global em equilíbrio.
Da mesma forma também não é motivo de preocupação um Verão mais quente do que o
anterior porque provavelmente o Verão seguinte será novamente mais fresco. As
causas destas flutuações naturais são imensas: desde erupções vulcânicas que
provocam variações locais até a variações à escala global causadas por
fenômenos regulares como o "El Niño" (um aquecimento que se verifica
nas águas do Pacífico todos os 3 a 5 anos afetando o clima de todo o mundo
temporariamente).
As idades do gelo que têm vindo
a dominar o planeta desde há dois milhões de anos, durando dezenas de milhares
de anos, terão sido devidas a alterações significativas nas calotas polares
levadas a cabo por flutuações na intensidade da radiação solar e variação na
distância entre a Terra e o Sol. Contundo durante os períodos interglaciais
sempre se deram algumas mudanças climáticas menos abruptas, mas significativas,
causadas provavelmente por rápidas mudanças na circulação oceânica.
Mas no período interglacial que
estamos a atravessar não se têm verificado quaisquer oscilações como as
indiciadas para períodos interglaciais anteriores, tendo este período de
estabilidade funcionando como uma "janela" que permitiu o
florescimento da civilização humana.
Na realidade as oscilações
anuais da temperatura que se têm verificado neste século estão bastante próximo
das verificadas no século passado e, tendo os séculos XVI e XVII sendo
invulgarmente frios (numa escala de tempo bem mais curta do que engloba idades
do gelo), o clima pode estar ainda a recuperar dessa variação. Desta forma os
cientistas não podem afirmar que o aumento de temperatura global esteja de
alguma forma relacionado com um aumento do Efeito de Estufa, mas, no caso dos
seus modelos para o próximo século estarem corretos, os motivos para
preocupação serão muitos.
Segundo as medições da
temperatura para épocas anteriores a 1860 (desde quando se tem vindo a fazer o
registro das temperaturas registradas em várias áreas de globo), que puderam
ser feitas a partir dos anéis de árvores, de sedimentos em lagos e nos gelos, o
aumento de 2 a 6 ºC que se prevê para os próximos 100 anos seria maior do que
qualquer aumento de temperatura alguma vez registrado desde o aparecimento da
civilização humana na Terra. Torna-se assim quase certo que o aumento da
temperatura que estamos a enfrentar é causado pelo Homem e não se trata de um
fenômeno natural.
No caso de não se tomarem
medidas drásticas de forma a controlar a emissão de gases de Efeito de Estufa é
quase certo que teremos que enfrentar um aumento da temperatura global que
continuará indefinidamente e cujos efeitos serão piores do que quaisquer
efeitos de provocados por flutuações naturais, o que quer dizer que iremos
provavelmente assistir às maiores catástrofes naturais (agora causadas
indiretamente pelo Homem) alguma vez registradas no planeta.
A criação de legislação mais
apropriada sobre a emissão dos gases de Efeito de Estufa é de certa forma
impedida por também existirem fontes de Dióxido de Carbono naturais (o qual
manteve a temperatura terrestre estável desde idades pré-históricas), o que
torna também o estudo deste fenômeno ainda mais complexo.
A acrescentar a esta
complexidade temos ainda a impossibilidade de comparar diretamente este
aquecimento global com passadas mudanças de clima devido à velocidade com que
tudo está a acontecer. As analogias mais próximas que se podem estabelecer são
com mudanças provocadas por alterações abruptas na circulação oceânica ou com o
drástico arrefecimento global que levou à extinção dos dinossauros. O que
existe em comum entre todas estas mudanças de clima são extinções em massa por
todo o planeta tanto ao nível da fauna como da flora. Esta analogia vem
reforçar os modelos estabelecidos em que se prevê que tanto os ecossistemas
naturais como as comunidades humanas mais dependentes do clima venham a ser
fortemente pressionados e postos em perigo.
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A eminência de uma
mudança tão drástica como a alteração da temperatura global do planeta trás
consigo perigos que deviam estar a preocupar muito mais os governos em fazer
diminuir as taxas de emissão dos gases de Efeito de Estufa para a atmosfera,
pelo menos ao nível das atividades industriais e nos automóveis particulares,
encarando o problema com o nível de seriedade que este merece.
PoLUENTES
ATMOSFÈRICOS Qualquer
contaminação do ar por meio de desperdícios gasosos, líquidos, sólidos, ou
por quaisquer outros produtos que podem vir (direta ou indiretamente) a
ameaçar a saúde humana, animal ou vegetal, ou atacar materiais, reduzir a
visibilidade ou produz odores indesejáveis pode ser considerada poluição
atmosférica. Entre os poluentes
do ar oriundos de fontes naturais, o Radão (Rn) - gás radiativo, é o único
altamente prejudicial à saúde humana. O Radão é originado pela degradação do
Urânio e quando se liberta torna-se perigoso para os organismos vivos. Um dos
perigos comuns deste gás é a sua acumulação em caves de casas situadas sobre
certos tipos de rochas que em reação com o Urânio vêm a libertar o Radão, é
por isso que este está presente em quase 20% das casas americanas em
concentrações perigosas a ponto de poder causar cancro pulmonar. Os países
industrializados são os maiores produtores de poluentes, enviando anualmente
bilhões de toneladas para a atmosfera. Muitos dos
poluentes são originados por fontes diretamente identificáveis como por
exemplo o Dióxido de Enxofre que tem como origem as centrais termoelétricas a
carvão ou petróleo. Em outros casos em que a origem é bem mais remota os
poluentes formam-se a partir da ação da luz solar sobre materiais bastante
reativos. Para este caso temos o exemplo do Ozônio que é um poluente muito perigoso
quando constituinte do chamado ''smog''. O Ozônio é produto das interações
entre Hidrocarbonetos e Óxidos de Azoto quando sob a influência da luz solar.
Mas mesmo sem conseguir identificar objetivamente a sua origem sabe-se que o
Ozônio tem sido causa de grandes danos sobre campos de cultivo. Por outro lado às
descobertas, na década de 80, de poluentes, tais como os
Clorofluorcarbonetos, que estão a causar perdas na camada de Ozônio (onde
este é mais do que benéfico) que protege a Terra, vieram a despopularizar os
usos de produtos contendo CFCs e é alvo de grandes campanhas na atualidade
cujos resultados bastante positivos estão à vista. Apesar de tudo não se sabe
se as ações tomadas de forma a preservar a camada de Ozônio foram ainda a
tempo de evitar um desastre. EFEITOS
METEOROLÓGICOS SOBRE A VIDA A poluição, quando
concentrada, acaba por se diluir ao misturar-se com a atmosfera; o grau de
diluição é algo que depende, para além da própria natureza do poluente, de um
grande número de fatores (temperatura, velocidade do vento, movimento dos
sistemas de alta e de baixas pressões e a sua interação com a topografia
local - montes, vales). Apesar de na Troposfera (camada atmosférica mais
superficial) a temperatura ter tendência a diminui com a altitude, o caso da
inversão térmica contraria tal tendência. A inversão térmica dá-se quando uma
camada de ar quente se sobrepõe a uma mais fria à superfície terrestre, logo
o ritmo a que a poluição se mistura com o ar é retardado e a poluição
acumula-se próximo do chão. O fenômeno da inversão térmica pode-se manter
ativo enquanto sob o efeito de altas pressões desde que os ventos tenham
velocidades baixas. Após períodos de
apenas 3 dias de um fraco ritmo de mistura da poluição atmosférica a
acumulação de tais produtos no ar respirado pelos seres vivos pode, em casos
extremos, levá-los à morte. Uma inversão sobre Donora no estado da
Pensilvânia nos E.U.A., no ano de 1948, causou doenças respiratórias em 6000
pessoas e levou à morte de 20. Grandes acumulações de poluição sobre Londres
levaram à morte de 3500-4000 pessoas em 1952 e outras 700 em 1962. Foi devido
à libertação de Isocianato Metílico no ar durante uma inversão térmica, que
se deu o acidente de Bhopal, na Índia, em Dezembro de 1984, um grande
desastre, que causou, pelo menos, 3300 mortes e mais de 20000 doentes. Os efeitos da
exposição a baixas concentrações de poluição ainda não estão bem estudados;
contudo, os que mais risco correm são os mais novos e os mais velhos, os
fumadores, os trabalhadores expostos a materiais tóxicos e pessoas com
problemas cardíacos e respiratórios. Outros efeitos nocivos da poluição
atmosférica são os potenciais danos na fauna e na flora. Normalmente os
primeiros efeitos perceptíveis da poluição são estéticos e podem não ser,
necessariamente, perigosos. Estes incluem a redução da visibilidade devido a
pequenas partículas em suspensão no ar ou maus cheiros, como o cheiro a ovos
podres causados pelo ácido sulfídrico emanado por fábricas de celuloses. FONTES E CONTROLE A combustão do
carvão, petróleo e derivados são culpados pela grande parte dos poluentes em
suspensão no ar: 80% do Dióxido de Enxofre, 50% do Dióxido de Azoto e ainda
de 30% a 40% das partículas emitidas para a atmosfera nos E.U.A. são
produzidos em centrais termoelétricas que fazem uso de combustíveis fósseis,
caldeiras industriais e fornalhas domésticas. 80% do Monóxido de Carbono e
40% dos Óxidos de Azoto e Hidrocarbonetos são oriundos da combustão da
gasolina e dos combustíveis diesel em carros e caminhões. Outras grandes
fontes de poluição incluem siderurgias, incineradoras municipais, refinarias
de petróleo, fábricas de cimento e fábricas de ácido nítrico e sulfúrico. Os potenciais
poluentes podem estar presentes entre os materiais que tomam parte numa combustão
ou reação química (como o chumbo na gasolina), ou podem ser produzidos como
resultado da reação. O Monóxido de Carbono, é, por exemplo, produto típico
dos motores de combustão interna. Os métodos para controlar a poluição têm
que englobar assim a remoção do material nocivo antes da sua utilização, a
remoção do poluente depois da sua formação, ou a alteração do processo de
forma a que o poluente não se forme, ou a que se libertem baixíssimas
quantidades deste. Os poluentes oriundos dos automóveis podem ser controlados
pela combustão da gasolina da forma mais eficiente possível, pela reposição
em circulação de gases oriundos do tanque de combustível, do carburador, e do
cárter, e pela transformação dos gases de escape em substâncias inofensivas
por meio de catalisadores. As partículas emitidas pelas industrias podem ser
encurraladas em ciclones, precipitações eletrostáticas, e em filtros. Os
gases poluentes podem ser capturados em líquidos ou sólidos ou incinerados de
forma a obter substâncias inofensivas. EFEITOS A LARGA
ESCALA As altas chaminés
usadas pela indústria não removem os poluentes, simplesmente expelem-nos um
pouco mais alto para a atmosfera, logo reduzindo a sua concentração no local,
ao nível do solo. Estes poluentes dissipados podem assim ser transportados
para zonas longínquas e produzir efeitos adversos em áreas distantes da zona
de emissão. As emissões de Dióxido de Enxofre e Óxidos de Azoto nos E.U.A.
centrais e orientais estão a causar chuvas ácidas no estado de Nova Iorque,
Nova Inglaterra e na parte oriental do Canadá. Os níveis de pH de vários
lagos de água fresca na região foram alterados dramaticamente por esta chuva
que acabaram por destruir cardumes inteiros de peixes. Efeitos idênticos
foram também observados na Europa. As emissões de Óxido de Enxofre e
subseqüente formação de ácido sulfúrico podem também ser responsáveis por
ataques em mármores e pedras de calcárias a longas distâncias da sua origem. O aumento a nível
mundial de combustão de carvão e petróleo desde os finais dos anos 40 levou a
uma crescente concentração de Dióxido de Carbono na atmosfera. Se tal
continuar o resultante aumento do Efeito de Estufa permitiria à radiação
solar penetrar na atmosfera, mas diminuiria as conseqüentes emissões de
radiação terrestre - os raios infravermelhos, deixando-os encurralados na
atmosfera poderia, provavelmente, levar ao aumento da temperatura global do
planeta que iria afetar o clima ao nível global e levaria ao degelo das
calotas polares. Muito possivelmente um aumento da nebulosidade ou a absorção
do Dióxido de Carbono excessivo pelos oceanos impediria um aumento do Efeito
de Estufa até a ponto de derreter as calotas polares. Contudo, várias
pesquisas levadas a cabo durante os anos 80 comprovaram que o Efeito de
Estufa está realmente a aumentar e que todos os países deviam imediatamente
adotar medidas a nível mundial para lutar contra este aumento. GASES DE EFEITO
ESTUFA A atmosfera
terrestre é basicamente formada por:
Quando este
balanço natural é perturbado, particularmente pelo aumento ou pela diminuição
dos gases de efeito estufa, a temperatura da Terra pode ser seriamente
afetada porque são estes gases de efeito estufa que regulam a temperatura da
Terra. Em nossa atmosfera
foram constatados os aumentos extras dos seguintes gases de efeito estufa:
A partir das
estatísticas feitas, nós podemos ver que o dióxido de carbono é o que mais
tem aumentado dos gases de efeito estufa. Entretanto, os clorofluorcarbonos
são 1.000 vezes mais efetivos e o metano é 20 vezes mais efetivo do que o
dióxido de carbono. CONSEQUêNCIAS Uma das
conseqüências que o aumento do efeito estufa irá causar é o crescimento da
temperatura global da Terra, isto ainda não está provado mas existem fortes
indícios de que este aumento da temperatura irá acontecer (ou está
acontecendo), e se isso vier ocorrer poderá surgir na Terra uma série de
fenômenos catastróficos, como eu irei explicar logo em seguida. SECA Um dos efeitos do
aquecimento global da Terra poderá ser a seca. Quando a temperatura aumentar,
a água irá se aquecer rapidamente. Em alguns lugares, onde não chove muito
normalmente, a vida vegetal acaba por depender de lagos e rios para
sobreviver. E quando a temperatura aumentar, a água nesta área irá evaporar e
a seca irá acontecer. A vida vegetal começará a morrer e conseqüentemente
irão existir poucas plantas para retirar o dióxido de carbono do ar. Isto
poderá fazer com que várias colheitas sejam destruídas e a fome ou a sede
comece a atacar as pessoas mais carentes. E não para por aí, poderá também
fazer com que o efeito estufa se agrave mais ainda. AUMENTO DO NÍVEL
DO MAR Enquanto em
algumas áreas irá faltar água, outras irão ter água demais. Outro efeito do
aquecimento global da Terra será o aumento no nível do mar. Quando se
esquenta (acima dos 0 graus Celsius), é um fato que o gelo irá derreter. Se a
temperatura da Terra aumentar nas regiões polares, grandes quantidades de
gelo irão derreter, fazendo com que toda essa água vá direto para os oceanos.
Toneladas e mais toneladas de gelo ficarão derretidas se a Terra aquecer o
suficiente para isso, o que irá causar um aumento drástico no nível do mar.
Cidades costeiras ficarão submersas, destruindo assim muitos imóveis e
estruturas, o que irá custar milhões para as companhias de seguro. E se todas
essas pessoas que moravam nessas regiões que ficaram submersas mudarem de uma
vez para o interior do continente; isso poderá acarretar em uma falta de
espaço muito grande para poder alojar todos os que foram prejudicados por
este aumento no nível do mar O EXTREMO Outro efeito do
aquecimento global da Terra será o tempo que ficará ao seu extremo. Mudança
na temperatura significa a mudança significativa do tempo em muitos lugares.
Quanto mais o tempo fica quente, mais características tropicais se
estabelecem sobre o mesmo. O tempo começará a ficar cada vez mais violento;
este aumento da temperatura irá intensificar os ventos, a chuva e as
tempestades. Alguns efeitos do
aquecimento global eu acabei não incluindo nesta página, e de fato eu apenas
ilustrei três desses possíveis efeitos, mas isso não significa que só existam
esses três. Existem outros fatos que poderão ocorrer como o aumento dos
preços de produtos, mudança no valor das terras, o desaparecimento de
colheitas inteiras etc. Muitos animais
serão totalmente extintos, porque esta mudança no tempo está acontecendo
muito rapidamente o que não havia ocorrido em nenhuma outra época. Animais
encontrarão suas casas desaparecendo rapidamente quando as árvores não
conseguirem mais sobreviver às mudanças de temperatura ou de umidade. Animais
também se encontrarão em condições desfavoráveis à sobrevivência, novamente
por causa da mudança na temperatura e na umidade. Portanto você pode ver que
existem muitas outras conseqüências que poderão ocorrer na Terra se a
temperatura do globo continuar aumentando. O BURACO NA
CAMADA DE OZÔNIO A camada de ozônio
é uma "capa" desse gás que envolve a Terra e a protege de vários
tipos de radiação, sendo que a principal delas, a radiação ultravioleta, é a
principal causadora de câncer de pele. No último século, devido ao
desenvolvimento industrial, passaram a ser utilizados produtos que emitem
clorofluorcarbono (CFC), um gás que ao atingir a camada de ozônio destrói as
moléculas que a formam (O3), causando assim a destruição dessa camada da
atmosfera. Sem essa camada, a incidência de raios ultravioletas nocivos a
Terra fica sensivelmente maior, aumentando as chances de contração de câncer.
Nas últimas
décadas tentou-se evitar ao máximo a utilização do CFC e, mesmo assim, o
buraco na camada de ozônio continua aumentando, preocupando cada vez mais a
população mundial. As ineficientes tentativas de se diminuir a produção de
CFC, devido à dificuldade de se substituir esse gás ,principalmente nos
refrigeradores, fez com que o buraco continuasse aumentando, prejudicando
cada vez mais a humanidade. Um exemplo do fracasso na tentativa de se
eliminar a produção de CFC foi a dos EUA, o maior produtor desse gás em todo
planeta. Em 1978 os EUA produziam, em aerossóis, 470 mil toneladas de CFC,
aumentando para 235 mil em 1988. Em compensação, a produção de CFC em outros
produtos, que era de 350 mil toneladas em 1978, passou para 540 mil em 1988,
mostrando a necessidade de se utilizar esse gás em nossa vida quotidiana. É
muito difícil encontrar uma solução para o problema. De qualquer forma, temos
que evitar ao máximo a utilização desse gás, para que possamos garantir a
sobrevivência de nossa espécie. O buraco A região mais
afetada pela destruição da camada de ozônio é a Antártida. Nessa região,
principalmente no mês de setembro, quase a metade da concentração de ozônio é
misteriosamente sugada da atmosfera. Esse fenômeno deixa à mercê dos raios
ultravioletas uma área de 31 milhões de quilômetros quadrados, maior que toda
a América do Sul, ou 15% da superfície do planeta. Nas demais áreas
do planeta, a diminuição da camada de ozônio também é sensível; de 3 a 7% do
ozônio que a compunha já foi destruído pelo homem. Mesmo menores que na
Antártida, esses números representam um enorme alerta ao que nos poderá
acontecer, se continuarmos a fechar os olhos para esse problema. O que são os raios
ultravioletas Raios
ultravioletas são ondas semelhantes a ondas luminosas, as quais se encontram
exatamente acima do extremo violeta do espectro da luz visível. O comprimento
de onda dos raios ultravioletas varia de 4,1 x 10-4 até 4,1 x 10-2
mm, sendo que suas ondas mais curtas são as mais prejudiciais. No Brasil ainda há
pouco com que se preocupar No Brasil, a
camada de ozônio ainda não perdeu 5% do seu tamanho original, de acordo com
os instrumentos medidores do INPE (Instituto de Pesquisas Espaciais). O
instituto acompanha a movimentação do gás na atmosfera desde 1978 e até hoje
não detectou nenhuma variação significante, provavelmente pela pouca produção
de CFC no Brasil em comparação com os países de primeiro mundo. No Brasil
apenas 5% dos aerossóis utilizam CFC, já que uma mistura de butano e propano
é significativamente mais barata, funcionando perfeitamente em substituição
ao clorofluorcarbono. Os males A principal
conseqüência da destruição da camada de ozônio será o grande aumento da
incidência de câncer de pele, desde que os raios ultravioletas são
mutagênicos. Além disso, existe a hipótese segundo a qual a destruição da
camada de ozônio pode causar desequilíbrio no clima, resultando no efeito
estufa, o que causaria o descongelamento das geleiras polares e conseqüentes
inundação de muitos territórios que atualmente se encontram em condições de
habitação. De qualquer forma, a maior preocupação dos cientistas é mesmo com
o câncer de pele, cuja incidência vem aumentando nos últimos vinte anos. Cada
vez mais se aconselha a evitar o sol nas horas em que esteja muito forte,
assim como a utilização de filtros solares, únicas maneiras de se prevenir e
de se proteger a pele. O EFEITO ESTUFA EM
MARTE TERRA
Marte possui uma atmosfera muito
fina com um efeito estufa muito fraco. A temperatura em sua superfície é
muito mais baixa do que na Terra. O EFEITO ESTUFA EM
VÊNUS Vênus possui um
intenso efeito estufa. Sua atmosfera é composta principalmente de dióxido de
carbono e outros gases de efeito estufa que retém o calor. A superfície de
Vênus é bem mais quente do que a superfície da Terra -- ela é tão quente que
pode até derreter o chumbo
CURIOSDADES Os cientistas
ainda não estão de acordo se o efeito estufa já está ocorrendo, mais se
preocupam com o aumento do dióxido de carbono na atmosfera a um ritmo médio
de 1% ao ano. A queima da cobertura vegetal nos países subdesenvolvidos é
responsável por 25% desse aumento. A maior fonte, no entanto, é a queima de
combustíveis fósseis como o petróleo, principalmente nos países
desenvolvidos. O Japão é o que tem registrado maior crescimento: de 1985 a
1989, sua emissão de dióxido de carbono passa de 265 milhões de toneladas por
ano para 299 milhões. Pesquisas
realizadas pela NASA mostram que a temperatura média do planeta já subiu
0,18ºC desde o início do século. Nos anos 80 fotos tiradas pelo satélite
meteorológico Nimbus em um período de 15 anos registram a diminuição do
perímetro de gelo em volta dos pólos. Supondo o efeito estufa em ação os
cientistas projetam um cenário de dilúvio: o aquecimento do ar aumenta a
evaporação da água do mar, cria um maior volume de nuvens faz crescer o nível
de chuvas e altera o regime dos ventos. Haveria chuvas intensas em áreas hoje
desérticas, como no norte da África e o nordeste do Brasil, e faltaria água
em regiões férteis como, o meio-Oeste dos EUA. O desgelo das calotas polares
elevaria o nível do mar inundando ilhas e áreas costeiras. Holanda,
Bangladesh, Miami, Rio de Janeiro e parte de New York, por exemplo, sumiriam
do mapa. O aumento de temperatura global também provocaria a multiplicação de
ervas daninhas e insetos e as transferências das pragas de clima quente -
como a mosca tsé-tsé, que vive no centro da África - para regiões de clima
frio. A absorção de excesso de dióxido de carbono faria a vegetação crescer
mais rapidamente e retirar mais nutrientes do solo. Segundo essas projeções,
as florestas temperadas só sobreviveriam no Canadá. O ozônio
concentra-se nas camadas superiores da atmosfera a 15Km da superfície e forma
uma espécie de escudo com cerca de 30 Km de espessura, que protege o planeta
dos raios ultravioleta do Sol. A redução da camada de ozônio aumenta a
exposição aos raios ultravioletas do Sol e está associada ao crescimento de
casos de câncer de pele e de doenças oculares, como a catarata. Para os
cientistas, o buraco existente na Antártida atrasa a chegada da primavera na
região e provoca quebras na cadeia alimentar da fauna local. Pode contribuir
para aumentar a temperatura e acelerar o desgelo das calotas polares. O primeiro alerta
sobre a redução da camada de ozônio é dada pela NASA, a partir de estudos
feitos entre 1979 e 1986: o escudo vem perdendo espessura e apresenta um
buraco de 31 milhões de quilômetros quadrados sobre a Antártida, área
equivalente a 15% da superfície terrestre. Em fevereiro de 1992 a NASA,
identifica um segundo buraco desta vez sobre o pólo Norte chegando às regiões
próximas ao Círculo Polar Ártico, buraco existente na Antártida atrasa a
chegada da primavera na região e provoca quebras na cadeia alimentar da fauna
local. Em 1987 os
cientistas identificam o cloro presente nos compostos de clorofluorcarbono
(CFC) como um dos poluentes responsáveis pela camada de ozônio. Ele é usado
como propelente em vários tipos de sprays, em motores de aviões, circuitos de
refrigeração, espuma de plástico, fôrmas e bandejas de plástico poroso, chips
de computadores e solventes utilizados pela indústria eletrônica. Com a vida
útil de 75 anos, combina-se com o oxigênio, e compõe as moléculas de ozônio e
forma o gás cloro. Os maiores produtores e consumidores de CFC vivem no
hemisfério Norte. Os países desenvolvidos fabricam, em média, 1Kg de CFC por
pessoa ao ano. Em 1987 representantes de 57 países reunidos no Canadá assinam
o Protocolo de Montreal, comprometendo-se a reduzir a produção de CFC pela
metade até 1999. Em junho de 1990 o acordo é ratificado pela ONU. Ele
determina o fim gradativo da produção de CFC até 2010. Mais de 90 nações
aderem ao acordo, inclusive o Brasil. Apesar de a
emissão de CFC ser maior no hemisfério Norte, é sobre o pólo Sul que surge o
primeiro e mais extenso buraco na camada de ozônio. Isso acontece devido à
circulação das massas de ar na atmosfera. Elas circulam em camadas
sobrepostas - vão dos pólos para o Equador em baixa altitude, e retornam do
Equador aos pólos mais elevados - e são capazes de levar os poluentes a
milhares de km de distância do seu local de origem. No inverno Antártico de
abril a agosto, a região permanece no escuro e os ventos carregados de
poluentes giram em círculo, atraindo massas de ar de outras partes da Terra.
Em setembro e outubro, a luz do Sol retorna a região e estimula as reações
químicas que destroem o ozônio. Forma-se o Buraco. Em novembro o ar que chega
de outras regiões, permite uma recomposição parcial do Escudo de Ozônio. O
Buraco diminui de tamanho mais não fecha completamente. Também temos ainda
as chuvas ácidas, que são a queima de carbono e de combustíveis fósseis e de
poluentes industriais lançam dióxido de enxofre e de nitrogênio na atmosfera.
Esses gases combinam-se com o hidrogênio presente na atmosfera sob a forma de
vapor de água. O resultado é as chuvas ácidas: As águas das chuvas, assim
como, a geadas, neve e neblina, ficam carregadas de ácido sulfúrico ou ácido
nítrico. Ao caírem na superfície alteram a composição química do Solo e das
águas, atingem as cadeias alimentares, destroem florestas e lavouras, atacam
estruturas metálicas, monumentos e edificações. CONCLUSÃO A poluição
atmosférica vem abalando o Sistema Natural da Terra. Sem o oxigênio e a
alteração do buraco de ozônio, fica difícil para o homem viver em condições
climáticas mais favoráveis, por isso que a Natureza vem protestando em defesa
própria basta observar as mudanças climáticas que estamos tendo atualmente no
Mundo, onde já é observado com as catástrofes onde as estações já não são
como eram antes. As geadas batem seus recordes, assim como as tempestades,
furacões, terremotos etc., de grandes proporções, que vêm abalando a todos. O carbono presente
na atmosfera garante uma das condições básicas para a existência de vida no
planeta: a temperatura. O excesso de carbono, no entanto, tende a aprisionar
radiações infravermelhas, produzindo o chamado Efeito Estufa: a elevação da
temperatura média a ponto de reduzir ou acabar com as calotas de gelo que
cobrem os pólos. Bibliografia
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