
Colégio da Policia Militar
Data 10/11/2003
Professor Alexnaldo
Disciplina Física
Aluna Paloma Regis n° 6728
Série 3° ano Turma D

Isaac Newton
A vida de Newton pode ser dividida em três períodos. O primeiro sua
juventude de 1643 até sua graduação em 1669. O segundo de 1669 a 1687, foi o
período altamente produtivo em que ele era professor Lucasiano em Cambridge. O
terceiro período viu Newton como um funcionário do governo bem pago em Londres,
com muito pouco interesse pela matemática.
Isaac Newton nasceu em 4 de janeiro de 1643 (ano da
morte de Galileo) em Woolsthorpe, Lincolnshire, Inglaterra. Embora tenha
nascido no dia de Natal de 1642, a data dada aqui é no calendário Gregoriano,
que adotamos hoje, mas que só foi adotada na Inglaterra em 1752. Newton veio de
uma família de agricultores, mas seu pai morreu antes de seu nascimento. Ele
foi criado por sua avó. Um tio o enviou para o Trinity College, Cambridge, em
Junho de 1661.
O objetivo inicial de Newton em
Cambridge era o direito. Em Cambridge ele estudou a filosofia de Aristóteles
(384aC-322ac), Descartes (René Descartes, 1596-1650), Gassendi (Pierre
Gassendi, 1592-1655), e Boyle (Robert Boyle, 1627-1691), a nova álgebra e
geometria analítica de Viète (François Viète 1540-1603), Descartes, e Wallis
(John Wallis, 1616-1703); a mecânica da astronomia de Copérnico e Galileo, e a
ótica de Kepler
o atraíram. O talento de Newton emergiu com a chegada de Isaac Barrow
(1630-1677), para a cadeira Lucasiana de matemática em Cambridge.
Seu gênio científico despertou
quando uma epidemia de peste fechou a Universidade no verão de 1665, e ele
retornou a Lincolnshire. Só em Londres, a peste vitimou mais 70.000 pessoas.
Lá, em um período de menos de dois anos, Newton que ainda não tinha completado
25 anos, iniciou a revolução da matemática, óptica, física e astronomia.
Durante sua estada em casa, ele
lançou a base do cálculo diferencial e integral, muitos anos antes de sua
descoberta independente por Leibniz (Gottfried Wilhelm von Leibniz, 1646-1716).
O "método dos fluxions", como ele o chamava, estava baseado na
descoberta crucial de que a integração de uma função é meramente o procedimento
inverso da diferenciação. Seu livro De Methodis Serierum et Fluxionum
foi escrito em 1671, mas só foi publicado quando John Colson o traduziu para o
inglês em 1736.
Com a saída de Barrow da cadeira
Lucasiana em 1669, Newton, com apenas 27 anos, foi nomeado para sua posição,
por indicação do anterior, por seus trabalhos em cálculo integral, onde Newton
havia feito progresso em um método geral de calcular a área delimitada por cum
curva.
O primeiro trabalho de Newton
como professor Lucasiano foi em óptica. Ele havia concluído durante os dois
anos de peste que a luz branca não é um entidade simples, como acreditavam
todos desde Aristóteles. Embora o fato de que a luz solar produz várias cores
ao passar por um prisma fosse conhecido, Giambattista della Porta, em seu De
Refracione, publicado em Nápoles em 1558, usava a concepção de Aristóteles
para dizer que as cores apareciam por modificação da luz. A aberração cromática
(anéis coloridos em volta da imagem) de uma lente de telescópio convenceu
Newton do contrário. Quando ele passava um feixe de luz solar por um prisma de
vidro, um espectro de cores se formava, mas ao passar a luz azul por um segundo
prisma, sua cor não mudava.
Newton argumentou que a luz
branca era na verdade uma mistura de diferentes tipos de raios que eram
refratados em ângulos ligeiramente diferentes, e que cada tipo de raio
diferente produz uma cor espectral diferente. Newton concluiu, erroneamente,
que telescópios
usando lentes refratoras sofreriam sempre de aberração cromática. Ele então
propôs e construiu um telescópio refletor, com 15 cm de comprimento.
Newton colocou um espelho plano
no tubo, a 45°, refletindo a imagem para uma ocular colocada no lado. O
telescópio de Newton gerava imagens nove vezes maior do que um refrator quatro
vezes mais longo. Os espelhos esféricos construídos naquela época produziam
imagens imperfeitas, com aberração esférica.
Newton foi eleito membro da
Sociedade Real em 1672 após doar um telescópio refletor. Ainda em 1672, Newton
publicou seu primeiro trabalho científico sobre luz e cor, no Philosophical
Transactions of the Royal Society .
Seu livro Opticks só foi
publicado em 1704, tratando da teoria da luz e cor e com (i) investigações da
cor em folhas finas (ii) anéis de interferência de Newton e (iii) difração da
luz.
Seu trabalho mais importante foi
em mecânica celeste, que culminou com a Teoria da Gravitação Universal. Em 1666
Newton tinha versões preliminares de suas tres leis do movimento. Ele descobriu
a lei da força centrípeta sobre um corpo em órbita circular.
O cometa brilhante que apareceu
em 1664 foi observado por Adrien Auzout no Observatoire de Paris, Christian
Huygens (1629-1695) na Holanda, Johannes Hevelius em Danzig, e Robert Hooke na
Inglaterra. Qual seria sua órbita? Tycho Brahe tinha suporto circular, Kepler
dizia que era em linha reta, com a curvatura devido à órbita da Terra, mas as
observações indicavam que a órbita fosse intrinsecamente curva, e Johannes
Hevelius propôs que fosse elíptica. Em 1665 o francês Pierre Petit, em seu Dissertação
sobre a Natureza dos Cometas propôs pela primeira vez que suas órbitas
fossem fechadas, e que os cometas de 1618 e 1664 poderiam ser o mesmo cometa.
Vinte anos mais tarde Halley especulou sobre o problema da gravitação em
relação aos cometas. Sem conseguir resolver o problema, em agosto de 1684 ele
propôs o problema a Newton. Newton disse que já havia resolvido o problema
muitos anos antes, e que todos os movimentos no sistema solar poderiam ser
explicados pela lei da gravitação. Um cometa na constelação de Virgem em 1680
tinha uma órbita claramente curva. Em 1682 um cometa ainda mais brilhante, que
mais tarde levaria o nome de Halley, pode ter sua órbita bem determinada,
confirmando o pensamento de Newton.
A idéia genial de Newton em 1666
foi imaginar que a atração gravitacional da Terra era contrabalança pela força
centrípeta da Lua. Com sua lei para a força centrípeta e a terceira Lei de
Kepler, Newton deduziu a lei da atração gravitacional.
Em 1679 Newton provou que a Lei
das Áreas de Kepler é uma conseqüência da força centrípeta, e também que a
órbita é uma elipse, para um corpo sob uma força central em que a dependência
radial varia com o inverso do quadrado da distância ao centro.
Halley persuadiu Newton a
escrever um trabalho completo sobre sua nova física e sua aplicação à
astronomia, e em menos de 2 anos Newton tinha escrito os dois primeiros volumes
do Principia, com suas leis gerais, mas também com aplicações a
colisões, o pêndulo, projéteis, frição do ar, hidrostática e propagação de
ondas. Somente depois, no terceiro volume, Newton aplicou suas leis ao
movimento dos corpos celestes. Em 1687 é publicado o Philosophiae naturalis
principia mathematica ou Principia, como é conhecido.
O Principia é reconhecido
como o livro científico mais importante escrito. Newton analisou o movimento
dos corpos em meios resistentes e não resistentes sob a ação de forças
centrípetas. Os resultados eram aplicados a corpos em órbita, e queda-livre
perto da Terra. Ele também demonstra que os planetas são atraídos pelo Sol pela
Lei da Gravitação Universal, e generalizou que todos os corpos celestes
atraem-se mutuamente.
Newton explicou uma ampla gama
de fenônemos até então não correlatos: a órbita excêntrica dos cometas; as
marés e suas variações; a precessão do eixo da Terra; e o movimento da Lua
perturbado pela gravidade do Sol.
Newton já explicava que o
movimento de três corpos sob uma força central só pode ser resolvido por
aproximação, que a Lei da Gravitação Universal trata os corpos como pontos, e
que os planetas não são pontos, nem ao menos esféricos, que o movimento das
marés introduz perturbações no cálculo das órbitas, que precisam ser calculadas
por aproximações.
Depois de sofrer um colapso
nervoso em 1693, Newton abandonou a pesquisa para uma posição no governo em
Londres, tornando-se Guardião da Casa da Moeda Real (1696) e Mestre(1699).
Em 1703 foi eleito presidente da
Sociedade real, e foi re-eleito a cada ano até sua morte. Foi agraciado com o
título de cavalheiro (Sir) em 1708 pela Rainha Anne, o primeiro
cientista a receber esta honra.
Morreu em 31 de março de 1727 em
Londres, Inglaterra.
Referência:
Jean-Pierre Maury, Newton, the Father of Modern Astronomy, 1992, Harry
N. Abrans, Inc. editor.

Estudando o movimento dos corpos, Galileo Galilei (1564-1642) descobriu
através de experimentos que "um corpo que se move, continuará em movimento
a menos que uma força seja aplicada e que o force a parar." Galileo
argumentou que o movimento é tão natural quanto o repouso, isto é, um corpo que
está em repouso permanece em repouso a menos que seja submetido a uma força que
o faça mover-se. Se um objeto já está se movimentando, ele continuará em movimento
a menos que seja submetido a uma força que o faça parar.
Galileo descobriu os satélites de Júpiter e comunicou
seus dados a Kepler, que os observou pessoalmente. Os
satélites obedecem às Três Leis
de Kepler, porém com um valor da constante k diferente na 3a
Lei (P2=k a3).
Sessenta anos depois, o inglês Isaac
Newton (1643-1727) foi quem deu uma explicação completa ao movimento
e à forma como as forças atuam. A descrição está contida nas suas 3 leis:
Primeira Lei: Inércia, é baseada na enunciada por Galileo, embora Galileo não tenha realmente
chegado ao conceito de inércia. Em ausência de forças externas, um objeto em
repouso permanece em repouso, e um objeto em movimento permanece em movimento,
ficando em movimento retilíneo e com velocidade constante. Esta propriedade do
corpo que resiste à mudança, chama-se inércia. A medida da inércia de um corpo
é seu momentum. Newton definiu o momentum de um objeto como sendo proporcional
à sua velocidade. A constante de proporcionalidade, que é a sua propriedade que
resiste à mudança, é a sua massa:
![]()
Segunda Lei: Lei da Força, relaciona a mudança de
velocidade do objeto com a força aplicada sobre ele. A força líquida aplicada a
um objeto é igual à massa do objeto vezes a aceleração causada ao corpo por
esta força. A aceleração é na mesma direção da força.

Terceira Lei: Ação e Reação, estabelece que se o
objeto exerce uma força sobre outro objeto, este outro exerce uma força igual e
contrária.
Newton pôde explicar o movimento dos planetas em torno do
Sol, assumindo a hipótese de uma força dirigida ao Sol, que produz uma
aceleração que força a velocidade do planeta a mudar de direção continuamente. Como
foi que Newton descobriu a Lei da Gravitação Universal? Considerando
o movimento da Lua em torno da Terra e as leis de Kepler.
Aceleração em órbitas circulares: o holandês Christiaan
Huygens (1629-1695), em 1673 e, independentemente, Newton, em 1665
(mas publicado apenas em 1687, no Principia), descreveram a aceleração
centrípeta.

Consideremos uma partícula que se move em um círculo. No
instante t a partícula está em D, com velocidade
na direção DE. Pela 1a. lei de
Newton, se não existe uma força agindo sobre o corpo, ele continuará em
movimento na direção DE. Após
, a partícula está em G, e percorreu a
distância
, e está com velocidade
, de mesmo módulo v, mas em outra direção. Na
figura:
t
= dt
v
= dv
Seja
o ângulo entre o ponto D e o ponto G.
também é o ângulo entre
e
:
![]()
e portanto a aceleração:
![]()
Se a partícula tem massa m, a força central
necessária para produzir a aceleração é:
![]()
Claramente a dedução é válida se
e
são extremamente pequenos e é um exemplo da
aplicação do cálculo diferencial, que foi desenvolvido pela primeira vez por
Newton.
Obviamente a Terra exerce uma
atração sobre os objetos que estão sobre sua superfície. Newton se deu conta de
que esta força se estendia até a Lua e produzia a aceleração centrípeta
necessária para manter a Lua em órbita. O mesmo acontece com o Sol e os
planetas. Então Newton levantou a hipótese da existência de uma força de
atração universal entre os corpos em qualquer parte do Universo.
A força centrípeta que o Sol
exerce sobre um planeta de massa m, que se move com velocidade v
à uma distância r do Sol, é dada por:
(Fc)
Assumindo neste instante uma
órbita circular, que mais tarde será generalizada para qualquer tipo de órbita,
o período P do planeta é dado por:
![]()
Pela 3a Lei de Kepler,
![]()
onde a constante k depende das unidades de P e r. Temos
então que

Seja m a massa do planeta
e M a massa do Sol. Substituindo-se esta velocidade na expressão da
força centrípeta exercida pelo Sol (Fc) no planeta, a força pode
então ser escrita como:
![]()
e, de acordo com a 3a. lei de Newton, o planeta exerce uma força
igual e contrária sobre o Sol. A força centrípeta exercida pelo planeta sobre o
Sol, de massa M é dada por:
![]()
Newton deduziu então que:

onde G é uma constante de proporcionalidade. Tanto
o Sol quanto o planeta que se move em torno dele experimentam a mesma força,
mas o Sol permanece aproximadamente no centro do Sistema Solar porque a massa
do Sol é aproximadamente mil vezes maior que a massa de todos os planetas
somados.
Newton então concluiu que para
que a atração universal seja correta, deve existir uma força atrativa entre
pares de objetos em qualquer região do universo, e esta força deve ser proporcional
a suas massas e inversamente proporcional ao quadrado de suas distâncias. A
constante de proporcionalidade G depende das unidades das massas e da
distância.

Suponha que dois corpos de
e
separados do centro de massa por
e
.
A atração gravitacional é dada
por:
![]()
e a aceleração centrípeta por:

e

Como:
e o mesmo para
,

e

Eliminando-se
na primeira e
na segunda e somando-se, obtemos:

ou:

Identificando-se a=(r1+r2),
obtemos:
|
|
(1) |
Isso nos diz que a
"constante" K, definida como a razão
, só é constante realmente se
permanece
constante. Isso é o que acontece no caso dos planetas do sistema solar: como
todos têm massa muito menor do que a massa do Sol, a soma da massa do Sol com a
massa do planeta é sempre aproximadamente a mesma, independente do planeta. Por
essa razão Kepler, ao formular sua 3a lei, não percebeu a
dependência com a massa.
Mas, se considerarmos sistemas
onde os corpos principais são diferentes, então as razões
serão diferentes. Por exemplo, todos os
satélites de Júpiter têm praticamente a mesma razão
, que portanto podemos considerar constante
entre elas, mas essa constante é diferente da razão
comum aos
planetas do sistema solar. Para estabelecermos a igualdade temos que introduzir
a massa:

ou, considerando as massas dos planetas
desprezáveis frente à massa do Sol, e as massas dos satélites desprezáveis
frente à massa de Júpiter, e representando a razão
pela letra K, temos:

Generalizando para quaisquer sistemas, podemos
escrever:
![]()
onde
é
a razão entre o quadrado do período e o cubo do semi-eixo maior da órbita para
os corpos do sistema de massa
.
Pela equação (1) sabemos que o valor
dessa constante é
, e temos então:

Existem casos de sistemas
gravitacionais em que não podemos desprezar a massa de nenhum corpo frente à do
outro, como, por exemplo, muitos sistemas binários de estrelas.
Nesses casos, é mais correto
escrever:
|
|
(2) |
|
|
(3) |
A terceira lei de Kepler na
forma derivada por Newton pode se escrita como:
|
|
(4) |
que nada mais é do que a última parte da equação (2), onde foi substituído
por
.
No sistema internacional de
unidades,
.
Mas, em astronomia, muitas vezes é mais conveniente adotar outras unidades que
não as do sistema internacional. Por exemplo, em se tratando de sistemas nos
quais o corpo maior é uma estrela, costuma-se determinar suas massas em
unidades de massa do Sol, ou massas solares (massa do Sol =
),
seus períodos em anos e suas distâncias entre si em unidades astronômicas. Em
sistemas em que o corpo maior é um planeta, é mais conveniente expressar sua
massa em unidades de massas da Terra (massa da Terra =
),
seu período em meses siderais e suas distâncias relativas em termos da
distância entre Terra e Lua. Em ambos os sistemas o valor de G é igual a
,
e a terceira lei de Kepler fica:

a qual é especialmente útil para a determinação de
massas de corpos astronômicos. Note que esta fórmula só pode ser aplicada assim
nestas unidades:
Por exemplo, se se observa o
período orbital e a distância de um satélite a seu planeta, pode-se calcular a
massa combinada do planeta e do satélite, em massas solares ou massas
terrestres. Como a massa do satélite é muito pequena comparada com a massa do
planeta, a massa calculada
é
essencialmente a massa do planeta
.
Da mesma forma, observando-se o
tamanho da órbita de uma estrela dupla, e o seu período orbital, pode-se
deduzir as massas das estrelas no sistema binário. De fato, pode-se usar a
terceira lei de Kepler na forma revisada por Newton para estimar a massa de
nossa Galáxia e de outras galáxias.
Exemplo 1:
Deimos, o menor dos 2 satélites
de Marte, tem período sideral de 1,262 dias e uma distância média ao centro de
Marte de 23500 km. Qual a massa de Marte?
Podemos resolver este problema
de diversas maneiras. Aqui vamos mostrar algumas delas.
Desprezando a massa de Deimos e
da Lua frente às massas de seus respectivos planetas, podemos escrever:
MMaKMa = M
K
sendo KMa = (PD)2/(aD)3
e K
= (PL)2/(aL)3
Então:
=
=
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Sabendo que:
PL = 27,
32 dias
PD = 1,
262 dias
aL = 384 000 km
aD = 23 500 km
Temos:
= ![]()

![]()
![]()

= 0, 1

MMa + mD
MMa
= ![]()

Fazendo as transformações de unidades:
PD = (1, 262/27,
32) meses = 4, 62×10-2 meses
aD = (23500/384000) dTL
= 6, 1×10-2 dTL
G = 4
(dTL)3/(M
meses2) ![]()
= 1 (M
meses2)/(dTL)3
Temos:
MMa =
M
![]()

2.
Calculando diretamente a massa de Marte em massas solares (M
).
MMaKMa = M
K
onde K
= (P
)2/(a
)3
e KMa
= (PD)2/(aD)3
Então:
=
= ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Sabendo que:
P
= 365,
25 dias
PD = 1,
262 dias
a
= 1, 5×108 km = 1 UA
aD = 2, 35×104 km
Temos:
= ![]()

![]()
![]()

= 3, 2×10-7

MMa + mD
MMa
= ![]()
![]()
Fazendo a transformação de unidades:
PD = (1,
262/365, 25) anos = 3, 46×10-3 anos
aD = (2,
35×104/1, 5×108) UA = 1, 57×10-4 UA
G = 4
UA3/(M
ano2)
4
/G = 1 (M
ano2)/UA3
Temos:
MMa =
M
![]()

MMa + mD
MMa
= ![]()

Escrevendo todos os dados em
unidades do sistema internacional:
PD = 1, 262 dias = 1, 09×105 s
aD = 23 500 km = 2, 35×105 m
G
= 6, 67×10-11 m3/(kg s2)
Temos:
MMa =


Exemplo 2
Qual é a massa do Sol? Sabemos
que a Terra órbita o Sol em 1 ano. Podemos usar a relação
P2 =
(r1
+ r2)3
e lembrar que a = r1 + r2
= 1 UA = 1,5 ×1011 m. Reescrevendo:
(m1 + m2) = 
Como G = 6, 67×10-11 m3 kg-1 s-2
e P= 1 ano = 3, 16×107 s, obtemos
mSol + mTerra =
=
2×1030 kg
Exemplo 3: Duas estrelas
idênticas ao Sol giram uma em torno da outra a uma distância de 0,1 UA. Qual o
período de revolução das estrelas?
2M
= 
P =
= 0, 022 anos

A área descrita por um corpo que se move
é
dada por:
![]()
Em um tempo dt:
![]()
O momentum angular é definido como:

Portanto

que é constante porque o momentum angular e a massa
são constantes.
Christiaan Huygens
(1629-1695), na foto ao lado, que também construía seus telescópios, descobriu
em 1655 o satélite Titan de Saturno, e que as "extensões laterais" de
Saturno descobertas por Galileo em 1610 eram na verdade anéis ( De Saturni
Luna Observatio Nova, 1656 e Sistema Saturnia, 1659). Em 1656
inventou o relógio de pêndulo, e o patenteou no ano seguinte. Em 1673 publicou
o Oscillatorium Horologium, no qual explicou o movimento do pêndulo e
descreveu a força centrípeta.
Em sua próprias palavras, Newton,
como citado no prefácio do catálogo dos Portsmouth Papers, descreve como
utilizou as Leis de Kepler para derivar a gravitação universal. "In the year
1665, I began to think of gravity extending to the orb of the Moon, and having
found out how to estimate the force with which [a] globe revolving within a
sphere presses the surface of the sphere, from Kepler's Rule of the periodical
times being in a sesquialterate proportion of their distances from the centers
of their orbs I deduced that the forces which keep the Planets in their orbs
must [be] reciprocally as the squares of their distances from the centers about
which they revolve: and thereby compared the force requisite to keep the Moon
in her orb with the force of gravity at the surface of the earth, and found them
answer pretty nearly."
Em 1668 Newton construiu
um telescópio refletor, usado atualmente em todos os
observatórios profissionais, com um espelho curvo ao invés de uma lente, usadas
nos telescópios
refratores de Galileo e Kepler. O telescópio de Galileo, construído
em 1609 era composto de uma lente convexa e uma lenta côncava. Kepler, no livro
Diopitrice, publicado em 1611, explicou que seria melhor construir um
telescópio com duas lentes convexas, como se usa atualmente. A explicação de
Newton da decomposição da luz branca, mostrando que a luz branca é a combinação
de luz de cores diferentes, cada uma com seu indice de refração, é a base da
espectroscopia.